terça-feira, 17 de novembro de 2009

O HOMEM QUE ORAVA - João Hyde

Um dos seus mais íntimos amigos na Índia escreveu acerca da grande transforma­ção na vida espiritual de João Hyde na convenção de 1904. No princípio, apesar de João ser um missionário e um filho de Deus, era apenas uma criança em Cristo. Nunca se sentira constrangido a permane­cer em Jerusalém até receber o poder do al­to. Deus, porém, lhe falou do seu amor e lhe mostrou como era indispensável o que lhe faltava. Foi enquanto conversava, du­rante a convenção, com um irmão missio­nário sobre a obra do Espírito Santo, que Deus lhe falou à alma e lhe mostrou o pla­no divino de santificação pela fé. O Todo-poderoso tocou-o e iluminou-o de tal ma­neira que, ao findar a convenção, João de­clarou: "Nunca mais perderei esta visão". E nunca mais a perdeu, antes adquiriu graça sobre graça e a visão aumentava en­quanto se mostrava obediente à ordem de avançar.

Um outro missionário conta como João foi à convenção para dirigir estudos' bíbli­cos. Focalizava tudo nesses estudos, sobre a largura, o comprimento, a altura e a pro­fundidade do amor de Deus. Esse poderoso amor parecia fluir pela sua pessoa e apode­rar-se dos corações dos homens e das mu­lheres e constrangê-los a se chegarem a Deus.

O mesmo irmão escreveu:

"Certa noite João foi ao meu quarto, cerca das nove e meia da noite, para con­versar sobre a importância do testemunho público. A boa palestra durou até depois da uma hora da madrugada.

"Nós lhe tínhamos pedido que dirigisse o culto para os homens no Tabernáculo, na noite depois de nossa palestra, enquanto as mulheres da convenção se reuniam para o seu próprio culto, na vivenda dos missio­nários.

"Ao chegar a hora do culto, nós os ho­mens, estávamos sentados nas esteiras, na tenda. O Sr. Hyde, que ia presidir, ainda não tinha chegado. Começamos a cantar e cantamos vários hinos antes de ele entrar, o que aconteceu muito depois da hora anunciada para o início do culto.

"Lembro-me de como se assentou na esteira em nossa frente, permanecendo ca­lado algum tempo depois de acabarmos de cantar. Então se levantou e nos disse sole­nemente: 'irmãos, não dormi a noite intei­ra, não comi durante o dia. Tive uma gran­de luta com Deus. Sentia-o chamando-me para vir aqui e testificar-vos de algumas coisas que Ele fez em minha vida, mas re­sisti, não achando justo fazê-lo. Somente hoje à tarde, poucos minutos antes de en­trar aqui, obtive paz relativamente a isso e concordei em obedecer a Deus. Estou aqui, portanto, para vos contar o que Ele fez em minha vida!

"Depois de assim falar, em poucas pa­lavras, contou-nos, simples e humilde, como lutara renhidamente contra certos pecados e como Deus lhe dera vitória. Acho que não falou mais de quinze a vinte minutos antes de se assentar e baixar a cabeça por alguns instantes. Então disse: 'Oremos por algum tempo! ' Lembro-me de como o pequeno grupo caiu de bruços sobre as esteiras, à maneira do povo oriental. Durante muito tempo, homem após homem se levantou para orar em pé. Havia Confissão de pecados. Uma tal confissão a maior parte de nós jamais víramos e todos clamavam a Deus, pedindo misericórdia e socorro.

"Já de madrugada, a reunião encerrou-se e alguns de nós soubemos com certeza de várias vidas que foram completamente transformadas pela influência dessa reu­nião".

Sem dúvida, essa mensagem abriu as portas dos corações para o início do grande avivamento da Igreja na índia.



Trecho do livro "O homem que orava", citando a vida de João Hyde.

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3 Comentários:

Blogger Daiane Evelyn disse...

Estou lendo esse livro e sendo DEMAIS tocada. Me sinto uma criança na fé , achando que basta viver de alguns momentos orando e me esquecendo que devo orar sem sessar pra ser intima com o Senhor !

17 de novembro de 2011 19:40  
Blogger Eliene Chaves disse...

também estou lendo e gostando muito. Sinto-me fortalecida!

10 de janeiro de 2012 18:22  
Blogger Léo disse...

A vida de João Hyde serve como modelo, não de um santo isolado, mas de alguém que junto com muitos entendeu o Reino de Deus entre os homens, e os benefícios que essa vida trás a todos que nos cercam.
Paguemos o "preço"

18 de março de 2012 12:09  

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