quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O propósito de sermos peneirados

Decide repartir isso com vocês pois por amor aos seus filhos, Deus estará nos peneirando para podermos cumprir o nosso destino.

O propósito de sermos peneirados

           de John Bevere estraido do livro a Isca de Satanás.


Embora Simão Pedro tenha recebido grande revelação de quem Jesus era, ainda não andava no caráter e na humildade de CristoEle estava construindo sua vida e seu ministério em vitórias passadas e orgulho. Paulo nos exorta a sermos prudentes na edificação do fundamento em Cristo (1 Co 3:10).
Simão Pedro não estava edificando com os materiais necessários ao reino de Deus, mas com determinação e autoconfiança. Embora não tivesse consciência, ainda esperava a transformação do seu caráter. Sua referência advinha da "soberba da vida" (1 Jo 2:16). O orgulho nunca seria forte o suficiente para capacitá-lo a cumprir seu destino em Cristo. Se não fosse removido, poderia destruí-lo. O orgulho era a mesma falha de caráter encontrada em Lúcifer, o querubim ungido de Deus, causando sua queda (Ez 28:11-19).
Note que Jesus diz a Simão Pedro: "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!" (Lc 22:31)
O orgulho abriu as portas para o inimigo entrar e peneirar Simão? A palavra peneirar é traduzida do grego siniazo. Significa “peneirar, passar por uma peneira (fig.). Testar a fé através da agitação interior ao ponto de ser destruído".
Agora, se Jesus tivesse a mesma mentalidade da maioria das igrejas, Ele teria dito: "Vamos orar e amarrar o ataque do diabo. Não deixaremos Satanás fazer isso com nosso querido Simão!" Mas veja o que Ele diz:
Eu, porém, roguei por ti, para que tua fé não desfaleça; tu, quando te converteres, fortalece os teus irmãos (Lc 22:32)

Jesus não orou para que Simão Pedro escapasse do intenso abalo que o destruiria. Orou para que sua fé não desfalecesse. Jesus sabia que da tribulação surgiria um novo caráter, do qual Simão Pedro precisava para cumprir seu destino e fortalecer seus irmãos.
Satanás tinha requerido permissão para abalar Simão Pedro tão severamente que perderia sua fé. A intenção do inimigo era destruir esse homem de grande potencial, que tinha recebido tão grande revelação. Mas Deus tinha um propósito diferente com esse abalo e, como sempre, está muito à frente do diabo. Permitiu ao inimigo fazer isso para abalar o que em Simão Pedro precisava ser abalado.

Deus mostrou a minha esposa, Lisa,
cinco propósitos para abalar um objeto:

·                Trazê-lo mais perto do seu fundamento;
·                Remover o que está morto;
·                Colher o que está maduro;
·                Despertar;
·                Unir ou misturar para que não mais fique separado.

Qualquer pensamento do coração enraizado em egocentrismo ou orgulho será expurgadoComo resultado desse abalo tremendo, toda a autoconfiança de Simão Pedro iria embora, e tudo o que permanecesse seria fundamento de Deus. Seria despertado para a sua verdadeira condição, o que era morto seria removido e o fruto maduro colhido, trazendo-o para mais perto do seu verdadeiro fundamento. Não mais trabalharia independentemente, mas seria dependente do Senhor.
Pedro, audaciosamente, contrariou as palavras de Jesus: "Senhor estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão quanto para a morte". Essa afirmação não nasceu do Espírito, mas de sua autoconfiança. Ele não conseguia enxergar que estava sendo abalado.

Judas versus Simão

Para alguns, Pedro foi um covarde que falava demais. Mas no jardim, quando o soldado do templo veio prender Jesus, ele tomou sua espada e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita (Jo 18:10). Os covardes não atacam quando os soldados inimigos estão em maior número. Concluímos, então, que ele era forte, mas a sua força estava na sua própria personalidade, e não na humildade de Deus, porque o processo de ser peneirado não tinha ainda começado.
Aconteceu justamente o que Jesus predisse. O mesmo Simão Pedro ousado e forte, pronto para morrer por Jesus, tomando a espada no jardim cheio de soldados, foi confrontado por uma insignificante serva. Ele foi intimidado por ela e negou que conhecia Jesus.
Alguns acham que são as grandes coisas que fazem com que os homens tropecem. Geralmente, são as menores que mais os abalam. Isso mostra a futilidade da autoconfiança.
Pedro negou Jesus por mais duas vezes. Imediatamente, o galo cantou e Pedro se retirou e chorou amargamente. Ele foi abalado pela sua autoconfiança e acreditou que nunca mais se levantaria. Tudo o que restou, embora não estivesse consciente disso, foi o que Espírito Santo lhe revelara.
Inclusive, Simão Pedro e Judas eram parecidos em várias coisas. Ambos rejeitaram Jesus nos últimos dias mais importantes de suas vidas. Mesmo assim, esses dois homens tinham uma diferença fundamental: Judas nunca desejou conhecer Jesus da forma como Simão. Judas não estava fundamentado nele. Parecia que ele amava a Jesus, uma vez que largou tudo para segui-lo, viajar em sua companhia e, até mesmo, sofrer perseguição. Expulsou demônios, curou os enfermos e pregou o Evangelho (lembre-se de que Jesus enviou os dozepara pregar, curar e libertar, e
não só onze). Mas seu sacrifício não vinha do seu amor por Jesus ou da revelação de quem Ele era. Judas tinha, desde o início, seus próprios planos. Nunca se arrependeu de seus motivos egoísticos. Seu caráter revelado com a seguinte afirmação: "Que me quereis dar, e eu..." 26:15 - Grifo acrescido). Ele mentiu e bajulou para ganhar a vantagem (Mt 26:25). Ele pegou o dinheiro da tesouraria do ministério de Jesus para uso pessoal (Jo 12:4-6). E por aí vai. Ele nunca conheceu o Senhor mesmo tendo passado três anos e meio em sua companhia.
Ambos, Pedro e Judas, entristeceram-se pelo que haviam feito. Mas Judas não tinha o mesmo fundamento que Pedro. Porque ele nunca teve sede de conhecer Jesus; Jesus não lhe foi revelado. Se Judas tivesse revelação de Jesus, nunca poderia tê-lo traído. Quando uma forte tormenta atacou sua vida, tudo foi abalado e levado pelo vento! Veja o que aconteceu:

Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, contra sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se (Mt 27:3 Destaques acrescidos).

Ele sentiu remorso e sabia que havia pecado. Mas não conhecia Cristo. Não tinha entendimento da magnitude de quem havia traído. Ele disse apenas: "Traí sangue inocente". Se ele conhecesse a Cristo como Simão Pedro, teria voltado a Jesus e se arrependido, conhecendo a vontade do Senhor. Cometer suicídio foi um ato de independência da graça de Deus. O abalo revelou que Judas não tinha fundamento, mesmo tendo seguido o Mestre durante três anos. Muitos convertidos oram a "oração do pecador", freqüentam igreja, tornam-se ativos e estudam a Bíblia. Tudo isso, porém, é sem uma revelação de quem Jesus realmente é, embora eles o confessem com a boca. Quando passam por uma grande decepção, ficam ofendidos com Deus e não querem ter nada a ver com Ele.
"Deus nunca fez nada para mim!", eu os ouço dizer. "Tentei o cristianismo, mas minha vida ficou muito pior." Ou: "Eu orei e pedi a Deus isso e Ele não me respondeu!" Nunca renderam a vida a Jesus, mas tentaram aliar-se a Ele para seu próprio benefício. Serviam-no por aquilo que Jesus lhes podia dar. Eram facilmente ofendidos. Aqui está a descrição de Jesus sobre eles:

Os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração; em lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam (Mc 4:16, 17-Destaques acrescidos).

Note que Ele disse que logo se escandalizariam porque não tinham fundamento. Onde deveremos ter nossas raízes? Encontramos a resposta em Efésios 3:16-18: devemos estar arraigados e alicerçados em amor. Nosso amor por Deus é nosso fundamento.
Jesus, disse: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (Jo 15:13). Não podemos dar nossa vida a alguém em quem não confiamos. Não podemos dar nossa vida a Deus a menos que o conheçamos suficientemente para termos confiança nEle. Precisamos conhecer e entender a natureza do caráter de Deus. Precisamos ter a certeza de que Ele nunca fará algo para nos machucar.
Ele sempre tem em vista o que sabe que é melhor para nós. Talvez, o que para nós parece uma decepção, será para nosso bem, se não perdermos a fé. Deus é amor; não há nenhum egoísmo ou maldade nele. Satanás é aquele que deseja nos destruir.
Geralmente, vemos as situações em nossa vida através de lentes de curto alcance. Isso distorce a imagem real. Deus enxerga o aspecto eterno daquilo por que passamos. Se enxergarmos as situações só de nossa perspectiva limitada, duas coisas podem acontecer:primeiro, no meio do processo purificador de Deus, seremos presa fácil à ofensa, seja ela de Deus ou de seus servos; segundo, podemos ser facilmente enganados pelo inimigo. Satanás usará algo que pareça correto no momento, seu grande plano é usar aquilo para a nossa destruição ou morte. Quando confiamos em Deus, não somos tirados do cuidado do Pai. Não sucumbiremos à tentação de cuidar de nós mesmos.

Dependendo do caráter de Deus

Uma forma que Satanás usa para tentar tirar a confiança em é distorcendo nossa percepção do seu caráter. Ele fez isso com Eva no jardim quando lhe perguntou: "É assim que Deus disse: Não comam de toda árvore do jardim?" (Gn 3:1 - Grifo acrescido) Ele distorceu o mandamento de Deus para atacar o seu caráter.
Deus havia dito: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2:16,17 - acrescidos).
Na realidade, a essência do que a serpente estava dizendo à Eva era: "Deus está retendo tudo o que é bom para vocês". Mas a ênfase de Deus era: "Comerás livremente, exceto..." Deus lhes tinha dado o jardim inteiro para aproveitar e todos os frutos para comer, com exceção de um.
A serpente distorceu a forma como a mulher via Deus, dizendo: "Deus, realmente, não se importa com você. O que será que ele está retendo que é bom para você? Talvez Ele não a ame como você pensava. Não deve ser um bom Deus!" Ela foi enganada e acreditou nas mentiras sobre o caráter de Deus. Sentiu desejo de pecar porque a Palavra de Deus não era mais vida, e, sim, lei. E "a força do pecado é a lei" (1 Co 15:56).
O inimigo ainda atua dessa forma. Ele distorce o caráter do Pai aos olhos de seus filhos. Todos já tivemos autoridade sobre nós, como pais, professores, chefes e governadores que agiam de forma egoísta e sem amor. Pelo fato de serem figura de autoridade, é fácil projetar a imagem dessas pessoas no caráter de Deus, por ser Ele a autoridade máxima.
O inimigo distorceu, de forma primorosa, o caráter do Pai, pervertendo nossa visão dos pais terrenos. Deus diz que, antes voltar, os corações dos pais se converterão aos filhos (Ml 4:6). Seu caráter, ou natureza, será visto nos lideres, e isso será um catalisador de cura.
Quando sabemos que Deus nunca fará nada para nos prejudicar ou destruir, e que qualquer coisa que faça ou que não faça em nossa vida é o melhor para nós, nos renderemos livremente a Ele. Ficaremos felizes de entregar nossa vida ao Mestre.
Se já nos entregamos totalmente a Jesus e nosso cuidado está em suas mãos, não podemos nos sentir ofendidos, porque não nos pertencemos. Aqueles que se sentem magoados e decepcionados são pessoas que se chegaram a Jesus por aquilo que Ele pode oferecer, não pelo que Ele é.
Quando temos essa atitude, somos facilmente desapontados. Nosso egocentrismo nos faz ficar míopes. Somos incapazes de ver nossas circunstâncias imediatas através dos olhos da fé. Quando nossa vida foi verdadeiramente dada a Jesus, conhecemos seu caráter e compartilhamos sua alegria. Não podemos ser abalados ou naufragados.
É fácil ficar ofendido quando julgamos as coisas por meio de nossas circunstâncias naturais. Não enxergamos através dos olhos do Espírito. Muitas vezes, Deus não me responde da maneira e no tempo que considero absolutamente necessários. Mas, quando analiso cada caso, compreendo sua sabedoria.
Vez por outra, nossos filhos não entendem nossos métodos ou lógica por trás da disciplina. Tentamos dar explicações a crianças mais velhas para que se beneficiem da sabedoria. Algumas vezes eles não compreendem ou concordam, por causa da imaturidade; mais tarde compreenderão. Ou talvez a razão seja para testar a obediência, o amor e a sua maturidade. O mesmo acontece com nosso Pai do céu. Nessas situações a fé diz: "Eu confio no Senhor, mesmo que não compreenda".
Em Hebreus 11:35, 39 vemos o registro daqueles que nunca viram o cumprimento das promessas de Deus em sua vida, mas nunca desistiram:

...Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtive ram bom testemunho por sua fé nãoobtiveram, contudo concretização da promessa (Destaque acrescidos).

Essas pessoas decidiram que Deus era tudo o que queriam, não importando o preço. Creram nele mesmo quando morreram sem ver a concretização da promessa. Não puderam ficar ofendidos!
Somos arraigados e alicerçados quando sentimos esse amor e essa confiança intensos em Deus. Nenhuma tempestade, não importa qual sua intensidade, jamais poderá mover-nos. Isso não advém de força de vontade ou personalidade. É a graça que é para todos os que confiam em Deus, rejeitando sua autoconfiança. Mas, para nos entregarmos sem reservas, precisamos conhecer aquele que tem a vida.

A graça é dada aos humildes

Simão Pedro não mais se gabava de ser o maior. Perdeu sua confiança natural. Via, muito claramente, a futilidade de sua personalidade forte. Foi humilhado. Era agora um candidato perfeito para a graça de Deus. Deus dá sua graça ao humilde. A humildade é pré-requisito. Foi uma lição que queimou a consciência de Pedro quando escreveu sua epístola: "Cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça" (1 Pe 5:5).
Pedro foi abalado a ponto de quase desistir. Sabemos disso através da mensagem que o anjo do Senhor deu a Maria Madalena na tumba: "Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós, para a Galiléia; lá o vereis, como ele vos disse" (Mc 16:7 - Grifo acrescido) O anjo enfatizou seu nome, pois Pedro estava a ponto de naufragar, Deus ainda tinha assentado um fundamento nele. Ele não seria removido pelo abalo, e, sim, fortalecido.
Jesus não só perdoou Pedro, como o restaurou. Agora que havia sido abalado, ele estava pronto para ser uma das figuras centrais da Igreja. Corajosamente, proclamou a ressurreição de Cristo perante os responsáveis por sua crucificação. Enfrentou o conselho, não uma serva insignificante. Com grande autoridade e ousadia, se posicionou diante deles.
A história relata que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo após anos de fidelidade em servir. Ele insistiu em dizer que era indigno de morrer a mesma morte do Senhor; então, o penduraram de cabeça para baixo. Não tinha mais medo. Era uma pedra assentada sobre uma base sólida da Rocha.
As tribulações desta vida exporão o que está em nosso coração – mesmo que a ofensa seja contra Deus ou contra outros. As provações nos fazem ficar amargos contra Deus e seus companheiros ou nos fazem ficar mais fortes. Se formos aprovados, nossas raízes ficarão mais profundas, estabilizando-nos e ao nosso futuro. Se formos reprovados, ficamos ofendidos, o que nos leva à corrupção por amargura.

Senhor, sou seu servo, por que então?

Quando eu era pastor, um jovem de quatorze anos, que era bem respeitado por seus amigos e líderes, participava da união de jovens. Ele era bom aluno e um grande atleta. Zeloso pelas coisas de Deus, este jovem serviu fielmente e era voluntário em todos os projetos. Saímos em uma viagem missionária na qual ele testemunhava para quase todos que encontrava.
Houve uma época em sua vida que passava quatro horas do dia em oração. Deus lhe dizia várias coisas, e ele as partilhava com os outros. O que compartilhava era sempre uma bênção. Reconhecia o seu chamado para o ministério e queria ser pastor antes de completar vinte anos. Parecia uma rocha inabalável.
Amava esse rapaz e reconhecia o chamado em sua vida, e também investia meu tempo nele. Mas tinha uma única preocupação: parecia que ele tinha muita confiança em si próprio. Queria dizer-lhe algumas coisas, mas não fui liberado para fazê-lo. Sabia que haveria uma mudança. Ele passou por algumas tempestades, mas mesmo assim permaneceu forte. Algumas vezes, eu questionava meu discernimento quando o via resistir a severas provações.
Alguns anos se passaram. Ele se mudou e eu comecei a viajar em tempo integral. Mas ainda mantínhamos contato. Eu sabia que ele ainda passaria por um processo no qual seria moldado. Uma vez que isso aconteceria, não fazia idéia de que poderia ser, mas percebia que seria necessário para que o seu futuro se concretizasse. Esse seria um processo semelhante ao da peneira pela qual Pedro passou.
Quando esse rapaz tinha dezoito anos, seu pai teve câncer. Ele e sua mãe jejuavam e oravam, crendo que seu pai seria curado. Outros amigos se uniram a eles. Alguns meses antes, seu pai tinha entregado a vida a Jesus.
A condição de seu pai piorou. Eu estava ministrando numa cidade no Alabama quando minha esposa telefonou, pedindo para que ligasse para esse jovem com urgência. Eu o localizei e comprovei que precisava de alguém para encorajá-lo. Dirigi a noite toda após aquele culto, chegando à casa dele às quatro da manhã. A situação de seu pai era tão crítica que os médicos lhe davam apenas alguns dias de vida. Ele nem mesmo conseguia comunicar-se.
O jovem tinha confiança de que seu pai levantaria curado. Eu ministrei àquela família e fui embora algumas horas mais tarde, manhã seguinte, recebemos um telefonema dizendo que as coisas pioraram.
Lisa e eu, imediatamente, começamos a orar. Enquanto orávamos, Deus deu a minha esposa uma visão de Jesus ao lado da cama daquele homem, pronto para levá-lo para casa. Meia hora mais tarde o jovem telefonou dizendo que seu pai havia morrido. Parecia que ele era o mesmo jovem forte. Mas aquilo era só o começo.
Naquela noite, ele ligou para alguns de seus amigos mais chegados para contar que seu pai havia morrido. Quando eles atendiam o telefone, estavam chorando. Ele ficou imaginando como seus amigos sabiam da notícia. Mas eles não sabiam. As lágrimas que eles davam eram por um de seus melhores amigos que morrera num acidente de carro. Em um único dia, ele perdera o pai e um grande amigo. Ele começou a ser abalado. Ele estava confuso, frustrado e amortecido. A presença de Deus parecia que se havia esquivado.
Um mês mais tarde, enquanto dirigia para casa, esse jovem deparou com um acidente que acabara de acontecer. Ele tinha treinamento em primeiros socorros, por isso parou o carro. Todos os envolvidos no acidente eram amigos chegados. Dois morreram em seus braços enquanto ele tentava ajudar.
Meu jovem amigo chegou ao limite. Ele passou três horas no mato orando e clamando a Deus. "Onde está o Senhor? O Senhor disse que seria o consolador e não tenho nenhum consolo!" Parecia que Deus lhe havia virado as costas. Mas essa era, de fato, a primeira vez que sua própria força falhara.
Ele ficou com raiva de Deus. Por que Ele permitiu isso? Não estava com raiva do pastor, de sua família ou de mim. Sua ofensa era contra Deus. Estava sendo consumido pela frustração. Deus não se manifestara na hora de maior necessidade.
“Senhor, sou seu servo e abandonei muitas coisas para segui-lo", orou, “Agora o Senhor me abandona?" Cria que Deus lhe devia algumas coisas por tudo que largou para servir-lhe. Muitas pessoas experimentaram mágoas e desapontamentos que são menos ou mais extremos. Muitos se sentem ofendidos pelo Senhor. Crêem que Deus deve levar em consideração tudo o que fizeram por Ele.
Estão servindo a Deus pelas razões erradas. Não devemos servir ao Senhor por aquilo que Ele pode fazer, mas por quem Ele é ou pelo que já fez por nós. Aqueles que ficam ofendidos não entendem completamente a grande dívida que Ele já pagou para nos libertar. Esqueceram de que tipo de morte foram libertos. Enxergam através de olhos naturais, e não espirituais.
Esse jovem parou de ir à igreja e começou a andar com a turma errada, freqüentando bares e festas. Em sua frustração, não queria ter nada a ver com as coisas do Senhor. Queria evitar qualquer contato Deus.
Não conseguiu manter esse estilo de vida por mais de duas semanas, porque seu coração estava completamente convencido. Mas, mesmo assim, recusou a achegar-se ao Senhor durante seis meses. Naquela época, os céus pareciam de bronze. A presença do Senhor parecia não ser encontrada em nenhum lugar.
Mais de um ano se passou. Através de vários incidentes, ele viu que Deus ainda atuava em sua vida. Achegou-se a Deus, mas viu que agora era diferente. Veio humildemente. Após essa fase de tribulação o Senhor lhe mostrou como nunca o havia abandonado. À medida que sua vida espiritual ia sendo restaurada, ele aprendia a colocar sua confiança em Deus e não em sua própria força.
Continuei em contato com ele. Um ano e meio mais tarde, contou que via coisas nele mesmo que não sabia que estavam lá. "Eu era um homem sem caráter e superficial em meus relacionamentos. Fui criado pelo meu pai para ser forte exteriormente, um homem de sucesso. Nunca poderia desenvolver-me como Deus gostaria. Sou grato ao Senhor por não me ter deixado nessa condição".
"Mas o que mais pesava em meu coração não era correr de em bar para beber. Foi o fato de ter dado as costas ao Espírito Santo. Minha comunhão com Ele está mais doce do que nunca agora."
Esta vida foi muito abalada. A autoconfiança foi eliminada. esse jovem tinha o mesmo fundamento que Simão Pedro, e ele não poderia ser-lhe tirado. Em vez de construir sua vida e seu ministério no orgulho, ele os está construindo na graça de Deus.
As ofensas revelam as fraquezas e os pontos de tensão em nossas vidas. Geralmente, o ponto onde achamos que somos fortes é onde se escondem as nossas fraquezas. Elas permanecerão escondidas até que uma violenta tormenta sopre a capa para longe. O Apóstolo Paulo escreve. "Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne " (Fp 3:3 - Destaque acrescido).
  Não podemos fazer nada que seja de valor eterno com nossa própria habilidade. É fácil dizer isso, mas outra coisa é ter esta verdade profundamente arraigada em nosso ser.



Jesus não era controlado pelas pessoas.
Ele falava a verdade, mesmo que isso
significasse um confronto e uma grande ofensa.

 por John Bevere estraido do livro a Isca de Satanás.
 Os grifos de Hudson Medeiros.

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